BLOGGER TEMPLATES AND TWITTER BACKGROUNDS »

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Palavrinha nova: ADMOESTAR!

[...]

-Chegou mulher bonita começa a dar merda no ambiente –admoesta a diva que flana na área.

Homem que é homem não chama uma moça à atenção, homem que é homem admoesta, mata no peito, desliza na coxa e faz do pito uma tese dramática de catega, jamais uma cantada, tão-somente uma isca para os movimentos futuros.

É o que nos professa o monstro de Alegrete, agora já retomando a sua melhor fase no jogo depois do alumbramento bucetístico.

-E digo mais, meus rapazes, ser amado pode até nos encher a bola, ampliar o orgulho macho etc, acontece, mas não olvidem jamais: toda mulher que ama, porra, se acha no sagrado direito de chutar o teu saco em qualquer calçada, a qualquer hora. E isso não é uma metáfora, porra, homem que é homem não trabalha com metáforas.

Como assim, meu guru, explique a teoria. Antes, porém, peço um uiscao duplo para nós outros.

Peréio cascaveliza o copázio e manda, de prima, no ângulo:

-Certa vez uma ex mandou a porrada nos meus culhões. Ali ainda no solo pátrio, me contorcendo em dores, deblaterei, blasfemei, e quis saber o motivo de tal ira.

Pausa para a chegada de Mário Bortolotto, que desafia o monstro de Alegrete na sinuca, assobia um um blues, e fica de botuca para ouvir as danações em andamento.

-No que a amada se explica, senhores, magnâmica: 'É que eu te amo demais'.

A essa altura, garçons, putas, rufiões, jogadores profissas e umas duas, três moças de bem indagam, em uníssono:

-E ai, o que fizeste, hombre de Diós?

-De chofre, gostaram do 'de chofre'?, admoestei: pois trata de me amar menos, porra! (...)Desse dia em diante, sempre adverti as fêmeas: por favor, me amem menos, cada vez menos, e de lá para cá tenho preservado o meu lindo saco cor de rosa.

[Xico Sá]

0 comentários: