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terça-feira, 30 de junho de 2009

Bem Assim.

Quando ele estiver com outra


A dor é educada fora de casa. Dentro dos limites do portão, pode chorar, espernear, jogar objetos pela janela, quebrar os cds, empurrar os livros da estante. Em público, é cortês e polida. Não significa que não está louca por um escândalo. Está e se contém e se censura.
No amor, morre-se em segredo, numa hemorragia interna, sem ferimento a pôr as pessoas em desespero ao seu redor tentando socorrê-lo.
Não há quem não tenha sofrido o enfrentamento de encontrar uma paixão com outro namorado. Onde menos se espera, constatar que ele a esqueceu ou finge esquecer com habilidade. Que não era insubstituível, que é uma foto queimada e chaves devolvidas.
Na vulnerabilidade de uma conversa entre amigos, seu rosto fica branco ao reparar ele beijando e abraçando uma estranha. Corre ao banheiro para banhar o pescoço e aliviar a queimação. É um ódio e uma desvalia enormes como se a traição acontecesse ainda no momento que permaneciam juntos. Só que vocês não estão mais juntos. Nem se observa muito para não dar na vista. Não se olha nos olhos dele. De canto, percebe as mãos dele fazendo movimentos circulares nas costas dela, a pedir com volúpia a aproximação da cintura. Igualzinho como na época do namoro contigo.
É um drama rever quem se gostava comprometido. Seria sorte se apenas os cotovelos doessem - é todo o corpo. Toda a ausência do corpo dele no seu.
Esperava que a vida conspirasse a favor, de que ainda voltariam. Não fez nada para que acontecesse o retorno, mas esperava que o tempo parasse para pensar e facilitasse a reconciliação.
De repente, ele não está desejando uma revanche, vive a possibilidade de amar de novo. É difícil aceitar isso, queria que ele estivesse trancado no quarto, de luto, chorando um morto, enquanto você saía e aproveitava a noite. Nenhuma alma o convencerá do contrário. Tende ao exagero, a distorção. Ele abraça a nova namorada e entende que se esfrega nela, ele a beija e entende que a lambe.
Alheio à verdade (a verdade pouco importa diante do coração), reconhece a cena como uma vingança calculada, um acerto de contas. Elabora a tese de que ele apareceu justamente no bar que freqüenta para suscitar o ciúme e abalar suas convicções de despedida.
Baba de raiva, de dó, de pena de seu futuro. Ele acena. Não existe saída para fugir de falar com ele; decide se aproximar do casal. Cumprimenta a nova namorada com formalidade e distanciamento. Pergunta como ele vai e suporta escutar um "nunca estive tão bem".
Apesar dos calafrios, não retruca. Apesar da vontade de virar a mesa e ofendê-lo de cachorro, não retruca. Apesar do ímpeto de esmurrar o nariz da mulher e findar aquela felicidade inconsciente de mosca na teia de aranha, não retruca. Não, não diz nada. Perdeu o domínio de revidar.
A dor faz nascer um orgulho inquebrantável.Orgulho insensível e gélido. Orgulho de animal do pântano, acostumado a rastejar no escuro. Não entregará o que sente. Calará para sempre. Agora sim é uma morta, como queria que ele a tratasse. Mas ele não chora por você. É a morta que chorará em casa. Sozinha, debaixo da terra dos lençóis. Chorará a impossibilidade de ser honesta.
(Fabrício Carpinejar)




Anita*

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Melhor lugar para uma confissão.

Fiquei com outro ontem.
E foi bom!
Agora eu me pergunto:
Será que eu dependo tanto assim de você pra ser feliz?

Vale a pena mesmo me fechar pro resto do mundo por alguém que eu nem sei se me quer, de fato, ao seu lado?


Lolita,
nunca prestou.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Possuir...

No amor ninguém pode machucar ninguém; cada um é responsável por aquilo que sente e não podemos culpar o outro por isso... Já me senti ferida quando perdi o homem por quem me apaixonei... Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém... Essa é a verdadeira experiência de ser livre: ter a coisa mais importante do mundo sem possuí-la.

Paulo Coelho


Anita*

Olha...

Olha você tem todas as coisas
Que um dia eu sonhei prá mim
A cabeça cheia de problemas
Não me importo, eu gosto mesmo assim
Tem os olhos cheios de esperança
De uma cor que mais ninguém possui
Me traz meu passado e as lembranças
Coisas que eu quis ser e não fui
Olha você vive tão distante
Muito além do que eu posso ter
E eu que sempre fui tão inconstante
Te juro, meu amor, agora é prá valer
Olha, vem comigo aonde eu for
Seja minha amante, meu amor
Vem seguir comigo o meu caminho
E viver a vida só de amor



Anita*

maniazinha

-Pronto, ela já começou a colocar pulga atrás da orelha da normalidade.

Frase proferida pelo amigo Vitor Angelo. Ela sou eu, claro. E ouvi isso depois de fazer algumas perguntas daquelas que a gente sempre faz. "O que será que isso significa? Você não acha isso meio estranho?"

Ai, essa tendência (será que feminina?) a achar tudo meio estranho...

(Nina Lemos)


Lolita.

terça-feira, 23 de junho de 2009



















Somos inocentes em pensar, que sentimentos são coisas passíveis de serem controladas. Eles simplesmente vêm e vão, não batem na porta, não pedem licença. Invadem, machucam, alegram. São imprevisíveis e sua única regra é a inconstância total. É irônico que justamente por isso, eles sejam tão perfeitos.

(Caio Fernando Abreu)



Anita*

Come what may

Never knew, I could feel like this
Like I've never seen the sky before
Want to vanish inside your kiss
Everyday I love you more and more
Listen to my heart
Can you hear it sing
Telling me to give you everything
Seasons may change, winter to spring
But I love you until the end of time
Come what may
I will love you until my dying day

Suddenly the world seems such a perfect place
Suddenly it moves with such a perfect grace
Suddenly my life doesn't seem such a waste
It all revolves around you
And there's no mountain too high
no river too wide
Sing out this song and I'll be there by your side
Storm clouds may gather, stars may collide
But I love until the end of time

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day



[Moulin Rouge]

Melissa,
a amante!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Palavrinha nova: ADMOESTAR!

[...]

-Chegou mulher bonita começa a dar merda no ambiente –admoesta a diva que flana na área.

Homem que é homem não chama uma moça à atenção, homem que é homem admoesta, mata no peito, desliza na coxa e faz do pito uma tese dramática de catega, jamais uma cantada, tão-somente uma isca para os movimentos futuros.

É o que nos professa o monstro de Alegrete, agora já retomando a sua melhor fase no jogo depois do alumbramento bucetístico.

-E digo mais, meus rapazes, ser amado pode até nos encher a bola, ampliar o orgulho macho etc, acontece, mas não olvidem jamais: toda mulher que ama, porra, se acha no sagrado direito de chutar o teu saco em qualquer calçada, a qualquer hora. E isso não é uma metáfora, porra, homem que é homem não trabalha com metáforas.

Como assim, meu guru, explique a teoria. Antes, porém, peço um uiscao duplo para nós outros.

Peréio cascaveliza o copázio e manda, de prima, no ângulo:

-Certa vez uma ex mandou a porrada nos meus culhões. Ali ainda no solo pátrio, me contorcendo em dores, deblaterei, blasfemei, e quis saber o motivo de tal ira.

Pausa para a chegada de Mário Bortolotto, que desafia o monstro de Alegrete na sinuca, assobia um um blues, e fica de botuca para ouvir as danações em andamento.

-No que a amada se explica, senhores, magnâmica: 'É que eu te amo demais'.

A essa altura, garçons, putas, rufiões, jogadores profissas e umas duas, três moças de bem indagam, em uníssono:

-E ai, o que fizeste, hombre de Diós?

-De chofre, gostaram do 'de chofre'?, admoestei: pois trata de me amar menos, porra! (...)Desse dia em diante, sempre adverti as fêmeas: por favor, me amem menos, cada vez menos, e de lá para cá tenho preservado o meu lindo saco cor de rosa.

[Xico Sá]

domingo, 21 de junho de 2009

F o r g e t

es.que.cer v. 1. tr. dir. deixar sair da memória; perder a memória de; olvidar. 2. pron. tr. dir. não fazer caso de. 4. tr. ind. e intr. escapar da memória, ficar em esquecimento. 5. tr. dir. descurar-se de. 6. pron. perder a ciência ou a habilidade adquiridas. 7. pron. descuidar-se.

está no dicionário como se fosse das coisas mais fáceis do mundo. como se não exigisse um aprendizado. como se esquecer fosse involuntário, natural e acidental. perdeu, escapou, descuidou-se e kaput. mas não. o esquecimento é uma criança ligeira que exige atenção e esforço contínuos. é preciso que deixe as portas sempre abertas pra que, uma por uma, as imagens saiam. é preciso que eduque a atenção e que barre as sinapses que, ante qualque estímulo sensorial, chamam os esquecidos todos de volta. é preciso que mude o olhar. é preciso que doa. é preciso disciplina. é preciso que não tenha volta.


Anita*

sexta-feira, 19 de junho de 2009





Lost...

Quando fechar os olhos e recordar o passado. . .

























Anita*

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Ela...

"Sou cheia de manias. Tenho carências insolúveis. Sou teimosa. Hipocondríaca. Raivosa, quando sinto-me atacada. Não como cebola. Só ando no banco da frente dos carros. Mas não imponho a minha pessoa a ninguém. Não imploro afeto. Não sou indiscreta nas minhas relações. Tenho poucos amigos, porque acho mais inteligente ser seletivo a respeito daqueles que você escolhe para contar os seus segredos. Então, se sou chata, não incomodo ninguém que não queira ser incomodado. Chateio só aqueles que não me acham uma chata, por isso me querem ao seu lado. Acho sim, que, às vezes, dou trabalho.

Mas é como ter um Rolls Royce: se você não quiser ter que pagar o preço da manutenção, mude para um Passat."


(Fernanda Young - Ora Blogs! GNT)



Anita*

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Suspiro

Ele diz que vai me esquecer. Eu digo que não dá, mas sei que não era pra ser. Fecho os olhos e sonho acordada, é que a vida não anda mole pra ninguém. Tento acreditar que tudo passa, tudo passará. Mas às vezes duvido. Não, não tenha pena de mim. É só cansaço, um pouco de saudade, talvez uma vontade de louca de desaparecer por alguns minutos. Feito uma pausa de mil compassos. Simplesmente não sei o que fazer e ando um tanto cansada de pensar. Pensar enlouquece. Quero fechar os olhos, ouvir o vento, talvez ele tenha algo a me dizer. Queria teu coração no meu peito, mas isso já não dá mais para ser.


Anita*

Almost Lover

Your fingertips across my skin
The palm trees swaying in the wind
Images

You sang me Spanish lullabies
The sweetest sadness in your eyes
Clever trick

I never wanna see you unhappy
I thought you'd want the same for me

Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
Should I known you'd bring me heartache?
Almost lovers always do

We walked along a crowded street
You took my hand and danced with me
Images

And when you left you kissed my lips
You told me you'd never ever forget these images, no

I never wanna see you unhappy
I thought you'd want the same for me

Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
Should I known you'd bring me heartache?
Almost lovers always do

I cannot go to the ocean
I cannot drive the streets at night
I cannot wake up in the morning
Without you on my mind
So you're gone and I'm haunted
And I bet you're just fine
Did I make it that easy for you
To walk right in and out of my life?

Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
Should I known you'd bring me heartache?
Almost lovers always do


Almost Lover - A Fine Frenzy


Anita*

Morri.

"Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis."




Caio.


Anita*

Superlotando o blog

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer — e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.

[Vininha de Moraes]


Porque hoje eu estou 'sei lá',
e tudo que leio me toca o coração.

Lolita,
que rima MESMO com esquisita.

Sente o drama

Não vou mais pedir desculpas, eu preciso descansar. Alguns sinais se apresentaram e eu não vou mais esperar que alguém me diga ou me pergunte, é sozinha mesmo que caminho, vou só continuar. Escondi tudo de mim, não quero ver, pode apagar e desistir, não vou mais continuar. Aquilo tudo ficou velho, outra cor, não reconheço o mesmo hálito, vou modificar e entregar o que chegou e vai chegar. Olha lá, está passando um novo filme e ele diz muito de mim, vou escrever o que senti pra depois continuar. Vou entregar todos segredos, sem mentir ou inventar, apartar todos os medos, não vai doer ou machucar. Pendurei alguns desenhos e agora durmo a observar, cogitar novos anseios que adiei por adiar. Escapei de um quase incêndio, ainda tenho febre mas prefiro não contar, depois eu me arrependo e não consigo perdoar. A minha culpa é muito triste e eu preciso me entregar, abrir de novo as pernas e viver só de gritar. Vou esquecer de tudo, prometo, vou tentar, vou ser melhor comigo e impedir qualquer perigo e fugir todos os dias e correr e festejar. Vou limpar agora a casa, receber outro assunto e me despir e me apertar, e por fim vai ter um dia que não vou mais acordar, não sentir mais a vergonha de ser triste e não saber como escapar.

Ivana Debértolis


Lolita

Trechinho

[...] Quanto mais se explica, mais se confunde. Como esclarecer o relacionamento no fim de noite. Acerta-se a primeira provocação e depois se erram as seguintes, tenta-se corrigir e nos atrapalhamos com as palavras. Confessamos o que não foi pensado e de vítima a agressor é um passo. Quantos casamentos ruíram pela mau uso dos sinônimos, apesar das melhores intenções do casal? Arrancar um pedido de desculpa custa caro. E a discussão do relacionamento não termina porque não se tem mais como escapar dela de uma forma digna, restando o choro ou o cinismo. Acho que amo para não explicar. Amo para deixar de me explicar. [...]

Carpinejar em Porta Giratória, Bolacha Recheada e Explicações pela metade.

Lolita.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Caio, como sempre!






“Mas não vou ceder. Foi a ultima paixão. Paixão é o que dá sentido à vida. E foi a última. Tenho certeza absoluta disso. Agora me tornarei uma pessoa daquelas que se cuidam para não se envolver. Já tenho um passado, tenho tanta história. Meu coração está ardido de meias-solas. Sei um pouco das coisas? Acho que sim. Tive tanta taquicardia hoje. Estou por aí, agora. Penso nele, sim, penso nele. Mas não vou ceder. Certo, certo: ninguém tem obrigação de satisfazer ao teu desejo, pela simples razão de que você supõe que teu desejo seja absoluto. Foda- se seu desejo, ora. Me dói não ter podido mostrar minha face. Me dói ter passado tanto tempo atento a ele — quando ele nunca ficou atento a mim. E eu passei tanta coisa dura. Rita Lee canta “são coisas da vida...”


Caio F. Abreu


Anita*

Só um comentário

Aprendi lendo Carpinejar que é preciso competência para ser diferente.
Agora, imagine só a competência que eu preciso ter pra viver um amor tão diferente assim...


Lolita
rima com ESQUISITA!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Eu Te Amei Um Dia.

Eu te amei um dia.Isso é muito maluco, mas eu te amei de verdade. Um dia. Mais de um dia. Dias. Semanas. Meses. Ano. Anos.
Mesmo depois que passamos a querer coisas diferentes um do outro, eu te amei.Te dei o que eu tinha de melhor, sem quase perceber que o que eu tinha de pior ia junto. Chegou um momento que nossa relação atualizava meus mais pavorosos demônios... em mim. Como eu não percebi? Como eu deixei acontecer? Eu apenas te amava, tinha que ser dessa forma? Apenas te amava, mesmo quando já não queríamos as mesmas coisas. Isso eu percebi, mas de alguma maneira você também me prendia. Tinha algo em mim que você gostava - ou apenas queria - e você ficava me segurando com uma corda. Eu percebia, eu sabia - você nunca mentiu. Mas a forma como me segurava me fazia fantasiar que as coisas podiam, algum dia, deixar de ser do jeito que você queria para serem do jeito que eu queria. Eu fantasiava... e achava que era possível. Claro que achava. Eu te amava. Te amei tanto... como pensaria diferente? Amar e acreditar são verbos que andam tão juntos que às vezes esquecem que existem muitos outros verbos.... verbos estes que podem muitas vezes anular o "acreditar"... que podem anular o "amar". Mas eu te amava mesmo assim. Te amei muito um dia. Dias. Semanas. Meses. Ano. Anos.Eu aceitava porque acreditava. Você acreditava porque eu aceitava. E assim seguimos. Nunca mentimos um ao outro, mas só enxergávamos o que queríamos ver. Deve haver algum mérito nisso. A questão é que eu te amei. E isso é muito maluco. O amor? Não. Maluco é olhar para isso hoje e ver como os caminhos foram trilhados e onde estamos hoje. Eu te amei. O verbo é passado. Mas é presente tanto do que passou que às vezes nem sei quanto tempo faz. Se foi ontem. Se foi ano passado. Se será amanhã... Mas a verdade é que eu te amei. E mesmo caminhando em estradas diferentes, hoje e como sempre o fizemos, carregarei isso comigo para sempre. O verbo é passado, mas há coisas que ficam encravadas na alma... e isso pode, sim, ser muito bom. Eu te amei um dia...Que coisa maluca!



Anita*

Corazon partio

Tiritas pra este corazón partío. (tirititando de frio)
Tiritas pa este corazón partío, (pa este corazón)

Ya lo ves, que no hay dos sin tres,
Que la vida va y viene y que no se detiene...
Y, qué sé yo
Pero miénteme aunque sea dime que algo queda
Entre nosotros dos, que en tu habitación
Nunca sale el sol, no existe el tiempo ni el dolor.

Llévame si quieres a perder, a ningún destino, sin ningún por qué.

Ya lo sé, que corazón que no ve,
Es corazón que no siente,
El corazón que te miente amor.
Pero, sabes que en lo más profundo de mi alma,
Sigue aquel dolor por creer en ti,
¿qué fue de la ilusión y de lo bello que es vivir?

Para qué me curaste cuando estaba herido,
Si hoy me dejas de nuevo con el corazón partío?

¿Quién me va a entregar sus emociones?
¿Quién me va a pedir que nunca le abandone?
¿Quién me tapará esta noche si hace frío?
¿Quién me va a curar el corazón partío?
¿Quién llenará de primaveras este enero,
Y bajará la luna para que juguemos?
Dime, si tú te vas, dime cariño mío,
¿Quién me va a curar el corazón partío?

Tiritas pa este corazón partío. (pa este corazón partio)
Tiritas pa este corazón partío. (pa este corazón)

Dar solamente aquello que te sobra,
Nunca fue compartir, sino dar limosna, amor.
Si no lo sabes tú, te lo digo yo.
Después de la tormenta siempre llega la calma,
Pero, sé que después de ti,
Después de ti no hay nada.



Lolita
com o coração 'tirititando de frio'.

domingo, 14 de junho de 2009

Dor Física x Dor Emocional

O maior medo do ser humano, depois do medo da morte, é o medo da dor. Dor física: um corte, uma picada, uma ardência, uma distenção, uma fratura, uma cárie.
Dor que só cessa com analgésico, no caso de ser uma dor comum, ou com morfina, quando é uma dor insuportável. Mas é a dor emocional a mais temível, porque essa não tem medicamento que dê jeito.
Uma vez, conversando com uma amiga, ficamos nessa discussão por horas: o que é mais dolorido, ter o braço quebrado ou o coração? Uma pessoa que foi rejeitada pelo seu amor sofre menos ou mais do que quem levou 20 pontos no supercílio? Dores absolutamente diferentes. Eu acho que dói mais a dor emocional, aquela que sangra por dentro. Qualquer mãe preferiria ter úlcera para o resto da vida do que conviver com o vazio causado pela morte de um filho.
As estatísticas não mentem: é mais fácil ser atingida por uma depressão do que por uma bala perdida. Existe médico para baixo astral? Psicanalistas. E remédio? Anti-depressivos. Funcionam? Funcionam, mas não com a rapidez de uma injeção, não com a eficiência de uma cirurgia. Certas feridas não ficam à mostra. Acabar com a dor da baixa-estima é bem mais demorado do que acabar com uma dor localizada.
Parece absurdo que alguém possa sofrer num dia de céu azul, na beira do mar, numa festa, num bar. Parece exagero dizer que alguém que leve uma pancada na cabeça sofrerá menos do que alguém que for demitido. Onde está o hematoma causado pelo desemprego, onde está a cicatriz da fome, onde está o gesso imobilizando a dor de um preconceito? Custamos a respeitar as dores invisíveis, para as quais não existem prontos-socorros. Não adianta assoprar que não passa.
Tenho um respeito tremendo por quem sofre em silêncio, principalmente pelos que sofrem por amor. Perder a companhia de quem se ama pode ser uma mutilação tão séria quanto a sofrida por Lars Grael, só que os outros não enxergam a parte que nos falta, e por isso tendem a menosprezar nosso martírio. O próprio iatista terá sua dor emocional prolongada por algum tempo, diante da nova realidade que enfrenta. Nenhuma fisgada se compara à dor de um destino alterado para sempre.


(Martha Medeiros)


Anita*

sexta-feira, 12 de junho de 2009

"Sinto-me como uma semente no meio do inverno, sabendo que a primavera se aproxima. O broto romperá a casca e a vida que ainda dorme em mim haverá de subir para a superfície, quando for chamada. O silêncio é doloroso, mas é no silêncio que as coisas tomam forma, e existe momentos em nossas vidas que tudo que devemos fazer é esperar. Dentro de cada um, no mais profundo no ser, está uma força que vê e escuta aquilo que não podemos ainda perceber. Tudo o que somos hoje nasceu daquele silêncio de ontem. Somos muito mais capazes do que pensamos. Há momentos em que a única maneira de aprender é não tomar qualquer iniciativa, não fazer nada. Porque, mesmo nos momentos de total inação, esta nossa parte secreta está trabalhando e aprendendo. Quando o conhecimento oculto na alma se manifesta, ficamos surpresos conosco mesmos, e nossos pensamentos de inverno se transformam em flores, que cantam canções nunca antes sonhadas. A vida sempre nos dará mais do que achamos que merecemos".

(Kahlil Gibran)


Anita* , one more time!

Dia 12 de junho de 2009

"O que a maioria das pessoas chama de amor são formas neuróticas encontradas para não ficarem sozinhas e costumam estar vinculadas a uma série de condições, caracterizando um jogo nem um pouco saudável (...). Amor, de verdade, precisa ser incondicional. O amor incondicional liberta ao invés de aprisionar, faz crescer ao invés de conter, expande ao invés de comprimir."

Lair Ribeiro


Anita*

Clarice Lispector - A mação no escuro

[...]
Era alguma coisa que seria amor ou não seria. Caberia a ela, entre milhares de segundos, dar a leve ênfase de que o amor apenas carecia para ser.
Ermelinda parou com a espiga na mão, sua cabeça rodava um pouco, satisfeita, vexada. Porque, num segundo perdido en­tre milhares de outros na vastidão do campo, sujeita à lei da única célula que se fecunda entre as que fenecem, ela acabara de saber, como se escolhesse, que o amava. Não diretamente, pois não era moça com hábitos de coragem. Mas deste modo ela escolhera saber que o amava: “estou viva”, pensara ela. E ao pensar “estou viva” tomara pela primeira vez consciência de que antes também pensara na morte, e que também pensara no homem. A ignorância de seu próprio processo deu-lhe a surpresa da inocência. E somente então percebeu que agora era tarde demais, que só poderia amá-lo. Dolorosamente, altivamente, perdera para sempre a possibilidade de resolver. Com alívio, como quando é tarde demais. Um segundo antes ainda poderia não amá-lo. Mas agora, suavemente, vaidosamente: nunca mais. No mesmo instante teve uma sensação de tragédia.
E agora era tarde demais — qualquer que tivesse sido o sentimento gerador, este para sempre se volatizara. Era tarde demais: a dor ficara na carne como quando a abelha já está longe. A dor, tão reconhecível, ficara. Mas para suportá-la fo­mos feitos.
[...]


Lolita, que agora se arrepende e gostaria que seu codinome fosse Clarice.

=]

Uma confissão às 4 pm.

Eu faço questão de sofrer,
porque meu maior prazer é reclamar.

Lolita, a louca.

O teu amor é uma mentira, que a minha vaidade quer.

"Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la. "
[ Clarice Lispector ]


Porque você chegou assim, derramando poesia em mim inaugurando meu caderno,
de pressentimentos bons.
Por todas as noites e tardes e amanheceres intensos, pelos longos dias que passaram rápido, pela história de prosperidade incerta, mas de tanta inteireza e entrega.
Eu te guardo na lembrança mais bonita.
Meu menino bom, meu amante voraz, por você se derramar até eu ficar molhada,
jamais esquecerei tuas incandescências e esse amor que acendeu em mim
Novas exuberâncias.
E se nunca havia me comprometido com tanta certeza, é porque eu tentava caminhar onde não havia espaço.(E no seu abraço eu encontrei o caminho mais perfeito pro meu próximo passo).
Lá vem você de novo. Apareceu. Vem com aquele sorriso de graça, aquele olhar, aquela boca. Vem desarmar o meu mundo, dominar os meus sonhos. Me encantando. Me prendendo. E eu não sei se posso vencer esta guerra, nem se quero vencer. Não tenho resposta... Lá vem você bagunçar meu pensamento.
Pensamento esse que as vezes tão confuso, incerto... E para acabar com a idéias perdidas, resolvi colocar você. É você, pensar em você me faz bem, imaginar que você possa sim, pensar em mim também.
Tentei dizer as últimas palavras. Reescrevi mil vezes. A lixeira ficou cheia. Mas mesmo assim, não consegui. Por isso, esse discurso aqui não vai ter fim. Desta forma mesmo, sem fim. Porque é assim que nós queremos que seja cada uma das palavras ditas aqui.

Eternas.


Anita*

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Mandamentos da mulher

1- Mulher não mente, e sim omite os fatos.
2 - Mulher não fofoca, mas sim troca informações.
3 - Mulher não trai, se vinga.
4 - Mulher não fica bêbada, entra em estado de alegria.
5 - Mulher nunca xinga, apenas é sincera.
6 - Mulher não grita, testa as cordas vocais.
7 - Mulher nunca chora, lava as pupilas dos olhos com freqüência.
8 - Mulher nunca olha para um homem sarado, apenas verifica suas formas anatômicas.
9 - Mulher não sente preguiça, descansa a beleza.
10 - MULHER NUNCA ENGANA OS HOMENS, PRATICA O QUE APRENDEU COM ELES.

ha-ha

Melissa,
a vingativa.

Crimes Morais

Alguém entra na sua casa, rouba suas coisas, agride você. Esse alguém cometeu, de uma só vez, vários crimes. Previstos em vários artigos da Constituição. Alguém entra na sua vida, rouba seu tempo, destrói sua confiança, agride sua auto-estima, estilhaça o pouco que resta da sua confiança no amor. E sai ileso. Mas não seria esse o pior crime que alguém pode cometer contra outra pessoa? Agressão só é penalizada quando alguém encosta a mão em alguém? Como se pune quem causa uma ferida que não está exposta?
Acredito que tomar uma surra de um boxeador deve doer menos do que ser traído. A dor física passa em algumas horas ou, em casos mais graves, alguns dias. Pra dor física, existe remédio. Pras feridas, existe curativo. Mas quem cura a dor de um coração destruído? Como se cura a dor de uma confiança perdida? O que fazer com as feridas cravadas na alma de alguém que sai na rua descrente do mundo? Como penalizar o agressor que, sem usar mãos, armas ou objetos cortantes e pontiagudos, causou ferimentos graves em alguém? Por que ninguém previu isso na lei?
As pessoas lotam os consultórios psiquiátricos, se entorpecem de remédio pra ansiedade, remédio pra depressão, remédio pra pressão, remédio pra dormir, remédio pra acordar. Remédio pra viver. Pra fazer viver quem quer morrer. Remédio pro irremediável. Pra dor que não passa. Pra ferida que ninguém vê. Vãs tentativas de resolver o caos interno. As pessoas tentam remediar uma dor que parece que nunca vai ter fim, um sofrimento que vem de dentro. Bem fundo. Tão fundo que nenhum remédio ou substância tóxica é capaz de alcançar.
Entendo perfeitamente crimes passionais. Entendo perfeitamente quando minha amiga diz que não consegue conversar mais com o ex-namorado porque ela tem vontade de bater nele. Entendo meu amigo que diz que preferia ver a namorada morta do que com outro. Sinceramente, entendo. Quando alguém te machuca, te decepciona, te magoa, a dor é tão grande que você quer agredir a pessoa de volta. Você se sente impotente. Enganado. Ferido. Frustrado. Dá vontade de matar. De morrer. De sumir. Seu mundo desaba bem na sua frente. Você sente que perdeu seu tempo, sua vida, sua auto-estima, suas forças. E qual a pena pro agressor nesse caso? Qual a pena pra alguém que entrou na sua vida, na sua casa, nos seus sonhos, nos seus planos e, num piscar de olhos, destruiu tudo como se tivesse esse direito?
O que sempre falo com meus amigos (como se conselho valesse de alguma coisa) é que vingança não é remédio. Nem fazer justiça com as próprias mãos. Acredito que o tempo se encarrega disso. Acredito que pessoas que usam da confiança e boa vontade das outras nunca vão se dar bem na vida. Ou não vão ser felizes. Ou nunca vão conseguir amar de verdade. Ou não mereciam a gente. Ou que a gente deve agradecer por ter se livrado de um encosto. Ou sei lá o que. Nunca fui boa conselheira. Talvez essas sejam as formas da vida punir quem brinca com o coração dos outros. Não sei mesmo. Em todo caso, deseje o mal de volta pra pessoa. Não por vingança. Só pra ver se ela é forte como você.



(Brena)



Anita*

O amor é a moda

“Olha, tudo é questão de momento
Homem que tem sentimento
Briga por tudo que quer
Ama, independente da moda
Macho, mas não se incomoda
De ser um doce com sua mulher.”

Roberto Carlos devia enfiar as letras de suas músicas na cabeça dos trouxas que nos rodeiam.

Att,
Melissa

quarta-feira, 10 de junho de 2009

"Estou esperando, você pode me encontrar. Ah como doía manter-se assim disponível, completamente em branco para a procura"


Caio F. Abreu


Pq o Caio sempre me deixa sem palavras...
Anita*

Mulherzinhas, nós?

Eu sou uma pessoa ansiosa. Exagerada. E consumo neurônios tentando interpretar o que se passa na cabeça do outros. Coisas de mulher, segundo um amigo hiper prático e objetivo. Mas ser mulherzinha é mesmo muito complicado. Tem horas que quero, porque quero compreender, saber, encontrar uma explicação. Para as coisas mais simples - porque para mulher tudo é importante, urgente e essencial. E eu não sou diferente. Às vezes eu sofro com essa conjunção de fatores que me fazem ser o que sou. Pensa que é fácil compreender os outros e ainda dar conta de mim mesma? Ter um monte de dúvidas, mas se obrigar a fazer tudo já? Não, não é. E tudo torna-se ainda mais difícil qunado as situações em questão envolvem uma pessoa. Do outro gênero. Sabe alguém que balança suas estruturas? Que mexeu com você? Que você quer de novo (agora!!!!)? Que te fez apaixonar (exagerada!!!!!!)? E que você não sabe (e precisa saber agora?) no que vai dar? É tudo uma delícia. É tudo um caos. Eu sei que às vezes o melhor remédio é deixar rolar, esperar e viver cada minuto sem criar expectativas...mas alguém consegue uma coisa dessas?!

Melissa

Mais uma, Anita

Masoquismo!
Masoquismo sangrante!!!


Melissa!

Respondendo ao post da Anita

ESTUPIDEZ.

Sem mais,

Lolita.

Momentos

Tesão reprimido deve dar câncer. Era só um cara interessante, agora pode te matar.
Pronto, você está apaixonada. E a paixão tem suas etapas.
Primeiro a negação: eu apaixonada? Imagina. Ele é impossível, nunca vai me dar bola, muito menos duas com o que eu quero no meio.
Depois a maximização: ele é mais inteligente, mais bonito, mais engraçado. E todos os mais possíveis para que ele seja mais desafio para você, mais inveja para as suas amigas, se você aparecer com ele na festa, mais fadinhas dançantes para fazer cosquinha no seu ego problemático.
Daí é a vez da "superlativização": em vez de ser mais, ele é "o mais", o mais fodido, o mais inteligente e o mais gostoso.
E você está a um passo do endeusamento: "ele é único", aí fodeu.
Se ele é único, ele é a sua única chance de ser feliz. E, se ele não quer nada com você, você acaba de perder a sua única chance de ser feliz. Bem-vinda à depressão.
Como você é ridícula, amor platônico é para adolescentes.
Lá fora há milhares de possibilidades de felicidade, de felicidades possíveis. De realidade. E você eternamente trancada na porta que o mundo fechou na sua cara. Fazendo questão de questionar e atentar o inexistente.
Vá viver um grande amor.
Olha, faça um favor para mim, antes de tremer as pernas pelo inconquistável e apagar as luzes do mundo por um único brilho falso, olhe dentro de você e pergunte: estupidez, masoquismo ou medo de viver de verdade?



Tati tava com a língua afiada,
Anita *

Recordar é viver

Hoje eu descobri que essa relação nunca permitiu plural. Não existe a nossa música, o que existe é aquela musica que me lembra você. Não existe o nosso lugar, existe a sua cama, aquela que às vezes você me permite deitar para o seu prazer. E eu tentei transformar essa realidade na minha, ver com seus olhos pra entender suas loucuras, reprimir meu lado egoísta. Exercitei a minha paciência pela esperança de um dia te ter por inteiro. Me forcei a ser madura e aceitar não cobrar, não me importar e não dar chilique como se fosse natural. Não é natural! Eu não sei não ter ciumes, não sei sorrir para uma decepção, não sei dividir. E já tentei todos os truques pra não demonstrar minha fraqueza, só pra tentar te ter mais um pouquinho.
Eu nunca quis te mudar, afinal de contas, foi por esse seu jeito despreocupado, virado e tarado que eu me apaixonei. Mas sinto falta de algumas certezas. Não sou segura o suficiente pra ir embora e te deixar dormindo. Morro de medo de você acordar e nem ao menos lembrar com quem esteve. E odeio quando você não responde as minhas mensagens ou não me atende, essas coisas me diminuem. Me sinto colocada na vala comum, na gaveta das 'dou uns pegas'. Queria poder falar na NOSSA música, da NOSSA aventura no banco de trás de um carro e de todas as coisas que já fizemos juntos.
Mas ao invés de tentar me convencer de que eu não sou só mais uma, você insiste em me lembrar o tempo todo que esse sentimento é só meu, e que a sua vida não tem lugar pra mais um.
E tem dia que você quase me convence.

Texto antiiiiiiigo,
de épocas de Lolita corna.

Dos Pedaços Que Faltam

Fico pensando no que tudo isso se tornou. E no que foi um dia, se é que um dia foi alguma coisa. É que prá mim é tão difícil fazer as coisas "mais ou menos".... não sei ser faltando um pedaço. E isso tudo virou um enorme pedaço de algo cheio de faltas. Eu queria que vc se importasse... na verdade nem sei se vc se importa ou não.... queria q vc me ouvisse, mas, em algum momento num outro passado, perdi minha coragem de falar. Já estraguei tanta coisa por falar demais... mas talvez já tenha estragado muito mais por falar de menos. Não sei, não sei o que fazer. Não quero ser "aquela que cobra"... mas tb quero que vc saiba que eu percebo o que está acontecendo e que isso me importa. Se não importar prá vc, ótimo. Pelo menos sei da verdade. Está difícil ficar nesse lugar de que "está tudo bem", deixando rolar algo que nem sei o que é. Não posso cobrar nada, nem quero. Mas não sei ser as coisas pela metade nem cheia de faltas... e essa história tem buracos demais para que eu possa suportar calada por muito mais tempo.


Anita*

Coisas que a gente só pensa de madrugada.

Quando tudo der errado,
relaxa.
Você ainda tem a opção de mandar o primeiro filho da puta que passar na sua frente ir tomar no cu!




Lolita revoltada.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Why isn't love enough?

Amor não se implora. Se a solução fosse essa, já teria me ajoelhado no milho, em espinhos, me curvado até o cofrinho aparecer, e ficado sempre, ao invés de ir embora fingindo sorrir, até te vencer pelo cansaço.
Se loucura ajudasse, poderia cogitar as piores. Das mais rídiculas às mais perigosas: Pular de um carro em movimento na porta da sua casa. Saltar de paraquedas pelada.
Se funcionasse chorar, choraria até desidratar, até formar um rio, até...
Mas amor não se pede, imagine só.
Alô! Seu tonto, será que não dá pra você me olhar por cinco segundos pra que eu me sinta especial e consiga ver graça em qualquer noite chata?! Não, não posso pedir isso.
Ei, seu lerdo. Será que você não pode me abraçar forte e dizer que tá tudo bem só pra que eu perca o meu medo de cair?! Não, eu não posso dizer isso.
Acorda, acorda! E venha me beijar como um beijo de final de filme, porque a cada vez que você passa e não me olha eu me diminuo.
Definitivamente, não, melhor não.
Não vou dizer isso.
É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira.
É um desperdício amar sozinha. É um saco chorar sozinha. É horrível construir sonhos sozinha.
Mas eu não posso, eu sei, dá vontade, mas eu não posso te ligar só pra dizer: Boa noite, não, não está tudo bem. Tô sofrendo aqui, será que dá pra parar com essa estupidez de não ser meu?!
Mas amor não se pede. Isso me dá raiva, mas e aí?
Também tenho raiva de todas as músicas que quis ouvir do seu lado e não pude, de todos os dvds que eu quis assistir embaixo do seu edredon e não deu, de todas as tardes de domingo que eu te quis do meu lado e não tive.
Parafraseando Nietzsche, você me roubou a solidão, mas nunca me ofereceu em troca verdadeira companhia.
Mas não posso, nem brincando, te ligar pra dizer: ei! Penso em você 24 horas do meu dia. Aposto que ninguém mais faz isso. Larga essa vida de migalhas e vê se me ama logo.
Porque amor, meu amor, não se pede. É triste, mas não se pede. É triste ir embora pra casa sozinha e sentir aquele vazio enorme no peito. É triste levantar sozinha, ter que me arrumar sozinha, ter que caminhar sozinha pra chegar, te ver rodeado de pessoas e às vezes não merecer nem um olhar.
É ainda mais triste sentir seu cheiro invadir meu espaço, aquele cheiro que acalma minha busca. O cheiro que me dá vontade de transar pro resto da vida.
É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo te fazer feliz.
Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto amargurado.
É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, implorar, muito menos pra esquecer.
É triste saber que com você meu sorriso é diferente. Que você comigo é diferente, mas que a sua vida não é só aqui comigo. Dá vontade...
Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa?
Você sabe... Você sabe.


Texto adaptado,
Lolita.

Vem Andar Comigo

Sem dúvidas, o compositor dessa música estava inspiradíssimo quando a escreveu, como pode uma música bater em tudo com a vida de alguém? Poderia explicar todas as frases dessa música em reflexo da minha vida. Quando a ouvi pela primeira vez não prestei muita atenção, resolvi então baixar só “pra ter mais uma música”, e depois eu percebi como foi forte pra mim... “Basta olhar no fundo dos meus olhos, pra ver que já não sou como era antes”, nem se eu quisesse muito ser a mesma pessoa de antes, mas isso já está mais do que comprovado que é impossível porque você me tornou uma mulher muito melhor. “Tudo que eu preciso é de uma chance, de alguns instantes “ seria difícil isso? Alguns mínimos instantes, nem que fosse só pra ficar te olhando, te abraçar forte, enfim, sentir seu corpo bem junto ao meu, sinto uma carência enorme com isso, de ter você pertinho de mim. “Sinceramente ainda acredito, em um destino forte e implacável, em tudo que nós temos pra viver, e muito mais do que sonhamos”, acredito mesmo, muito além do que eu deveria até, confesso, acho que podemos sim, viver ainda muita coisa juntos, vejo um futuro tão bom pra gente, só basta a gente querer fazer isso se tornar real. “Será que é difícil entender, porque eu ainda insisto em nós, será que é difícil entender... Vem andar comigo...”, poderia citar vários motivos na qual eu ainda insisto, o primeiro deles seria o sentimento, puro, sincero, verdadeiro, toda felicidade que eu sinto quando estamos juntos, da vontade de mandar você me beliscar, sabe aquela sensação de ser coisa da sua cabeça? Exatamente isso. Entre outros motivos poderia citar também: dependência assídua, vício incontrolável,
droga perfeita, amor irreversível, vida eterna, tristeza agonizante, contentamento sem fim. “Vem, vem meu amor, as flores estão no caminho, vem meu amor, vem andar comigo!!.” Agora eu te peço, vem, vem andar comigo !


Anita.

"Não deixe portas entreabertas. Escancare-as ou bata-as de vez. Pelos vãos, brechas e fendas passam semiventos, meias verdades e muita insensatez."

(Cecíclia Meireles)

Drama

O blog mais dramático de todos os tempos!